domingo, 29 de janeiro de 2012

Assim sou eu, como a lua...

Mesmo que você não olhe para a lua, ela estará lá no céu, em todo o seu esplendor. Você não altera a lua, você não destrói lua quando não a olha. Você apenas não se encanta com a sua magia, não desfruta da sua luz. Generosa, a lua não impõe os seus encantos, não cobra pelos sua luz. Fica lá no céu, linda e nua. Se você a olha, ela enche seus olhos de luz, se você não a olha ela continua o seu ciclo, impassível e poderosa . Assim sou eu, como a lua...

sábado, 28 de janeiro de 2012

Eu moro em ti, meu amor, definitivamente. Guarda-me bem! Mário Quintana

UM NO OUTRO" (Mário Quintana) Eu moro em ti, meu amor. Fui morar em você com a cara e a coragem. Me mudei de mala e cuia pra dentro do teu ser. Levei meus beijos, minha boca e o teu alimento predileto. Fui entrando na tua vida como quem conhece o caminho... E eu conhecia. Eu fui morar em você com tudo o que eu tinha, tudo o que eu era, tudo o que eu sabia. Peguei todas as minhas notas e os meus silêncios, as minhas pausas e as minhas canções, as minhas sinfonias e dissonâncias e fui morar em ti. Levei meus olhos, meu corpo, minhas mãos. Levei meus cheiros e meus sabores. Levei meu gosto e minha pele. Levei todas as minhas cores e os peixes do aquário. Eu me mudei com todos os instrumentos que toquei e criei. Com cada objeto, com cada vontade. Hoje moro no teu mundo completamente. Moro no teu corpo com todas as minhas pequenas coisinhas, repletas de significâncias. Levei na bagagem tudo o que eu sou e pus tudo em tuas mãos. Invadi tua sala, tua cama, teu corpo, tua alma... Acendi tuas luzes, te fiz comida, abri teus vinhos, derramei-te em mim... Bebi do teu copo, comi do teu corpo. Fiz da tua alma a minha casa, o meu repouso, a minha morada. Eu me mudei pra dentro de ti com todos os meus esboços e todos os meus rascunhos. Com todos os meus poemas e toda a prosa. Eu moro em ti, profundamente. Porque não sei fazer de outro modo. Eu moro em ti, assim fantasticamente, irremediavelmente. Nunca sairei. Eu moro em ti, meu amor, definitivamente. Guarda-me bem!

sábado, 22 de outubro de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

SAD VIOLIN

This is my soul, flying over the moutain, loking for your soul!
Não entendo bem porque, sendo tão vibrante e feliz, eu me encontro na música triste....

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Você não muda de lar

Um lar é uma construção, mas não é um imóvel, um patrimônio. Constrói-se um lar com acordos, renúncias, gratificações. Um lar é construído com gestos de amor, com risos, delícias, negociações - mas também com dores, sofrimento. Um lar é feito de muitas lembranças, de crianças, de crianças que viraram adultos, de novas crianças. Um lar é construído com carícias, delícias, banhos de esguicho, mesa posta, maravilhosos vinhos e também de conflitos, cobranças, insônia. Não há nada que substitua um lar. Um lar é onde a vida acontece. Você pode mudar de casa, mas não muda de lar. Se o lar existe, muda junto com você – se não existe, não adianta mudar de lugar. Você pode comprar uma nova casa, mas você não pode comprar um lar.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

POEMA TRISTE



Esse poema o tempo escreveu sozinho,
sem pressa, passo a passo, dia a dia...
É o poema-silêncio das folhas que caem,
A negação maior da alegria...
Esse poema aqueceu-se ao calor da fogueira
de um acampamento solitário.
Amigo sideral! Amigo solidário!
Cheiro de resina, lenha, estalo, promessa...
As folhas secas caem, a realidade cessa.
Espanto!!! Cala-me a voz, banha-me o pranto...
O meu poema morreu ontem e nenhum passarinho cantou.
Silêncio absoluto, luto.
SILÊNCIO??? Não! Eu grito!
Ah! Volte poema fantasma!
Desejo, medo infinito - volte!
Mas qual! Poema morto não escuta!
Eu paro, eu perco a luta.
Minha energia se esvai!
O vento sopra, furioso, frio, forte,
E uma folha seca - eu - cai....

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

As palavras são como o tempo: não tem volta!

As palavras são como o tempo: não tem volta. Você não volta no tempo só porque se desculpou, assim como não cura os danos causados por palavras impensadas. Por isso eu uso economicamente as palavras quando elas são dirigidas a alguém. Só falo quando estou pronta para arcar com as consequências.
Tenho muitos questionamentos: quanto tempo uma pessoa dedicada, sincera e fiel suporta ouvir acusações injustas sem quebrar ou se rebelar?
Quanto tempo um alguém suporta viver sem um estímulo, um elogio, uma palavra amor?
Estou procurando uma resposta.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Nunca vou saber quem sou...

Gosto de música céltica, do Madredeus, de música antiga, de música triste, mas não sou triste. Apenas sintonizo o sofrimento alheio, sabedora que não estou só no universo adorando meu próprio umbigo. Mas não sou boazinha. Gosto de comida elaborada, de mesa sempre linda, de bons vinhos, de licores do mundo inteiro, mas adoro arroz com feijão e ovo e amo tomar café e mergulhar o bis no Amareto del Orso, tudo ao mesmo tempo.Agora descobri que o Limoncino, um licor italiano de limão também serve para mergulhar o bis. Tenho uma coleção de sapatos maravilhosos mas o que mais uso são sandálias (lindas sandálias) e (bons) tênis. Gosto de aventuras, de lugares poderosos. O Indu Kushi no Afeganistão, os campos de Lavanda na França, os costões de Ubatuba, mas me sinto muito feliz deitada no chão da sala vendo um bom filme. Gosto de reproduzir árvores nativas, de reflorestar, mas nada me dá mais prazer do que cultivar temperos na janela e orquídeas no jardim de inverno.

Sou muito orgulhosa e a coisa que mais prezo no mundo é o respeito. Mas muitas vezes peço desculpas, mesmo quando estou certa e fui magoada, porque sei que cultivar recentimento baixa a imunidade e dá cancer. Sempre deixo marcada minha posição, mas sempre estendo a mão...Não será diferente agora.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Você não precisa de muitas palavras para magoar...

Há pessoas que se expressam enfaticamente, com muitas palavras. Há pessoas mais econômicas. Bastam poucas sílabas e reticências...Com poucas letras se pode promover, reconhecer a dignidade, a generosidade ou condenar, excluir, magoar.... A gente não precisa de muitas palavras para fazer alguem chorar e se recolher, humilhada, ao seu jardim secreto...

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

SAN SALVADOR

Pendant la nuit l'hiver est revenu dans les rues aujourd'hui
tous les arbres sont morts  en écoutant la pluie
tu penses à ce pays dont le nom était San Salvador
tu te souviens quand tu fermes les yeux
d'un étrange jardin d'où montait le matin  des milliers
 de parfums et des papillons bleusc'était peut-être San Salvador
San Salvador tu répètes ce mot
comme si tu voulais
retrouver le reflet
des crépuscules mauves
et des gallions du port qui revenaient
 de l'ile au trésor tu ne sais plus comment y retourner qui sait si ce pays a jamais existé si c'était dans tes rêves ou dans une autre vieque tu as connu San SalvadorSan Salvador le vent souffle aux carreaux dans le bruit de la pluie tu entends un écho une chanson perdue qui te vient d'un pays que tu ne reverras jamais plus

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

MÚSICA TRISTE

MÚSICA TRISTE

Um requiem para todas as dores,

Um momento de silêncio para o sofrimento alheio,

Uma voz para a impotência diante do inexorável...

O som de uma lágrima rolando pelo rosto,

A fotografia de uma perda

A manifestação física da saudade...

Tudo isso fluindo, jorrando de teclas de madeira e cordas de metal

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O PASTOR - MADREDEUS

Ao largo ainda arde a barca da fantasia

.
Ai que ninguém volta
Ao que já deixou
Ninguém larga a grande roda
Ninguém sabe onde é que andou

Ai que ninguém lembra
Nem o que sonhou
E aquele menino canta
A cantiga do pastor

Ao largo ainda arde
A barca da fantasia
E o meu sonho acaba tarde
Deixa a alma de vigia
Ao largo ainda arde
A barca da fantasia
E o meu sonho acaba tarde
Acordar é que eu não queria

Ao largo ainda arde
A barca da fantasia
E o meu sonho acaba tarde
Deixa a alma de vigia
Ao largo ainda arde
A barca da fantasia
E o meu sonho acaba tarde
Acordar é que eu não queria

Madredeus ~ O Pastor
posted by Ícaro @ 22:11

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

PORTA FECHADA

 
Sempre fechada! Há uma porta que nunca se abrirá para mim! Nunca vou entender porque. Sempre que me lembrar desta porta fechada, meus olhos transbordarão. Parece que magoar, ferir, excluir faz bem para algumas pessoas. Como há tantos anos, "descalço em seu portal de hera e de granito, minhas sandálias sujas de infinito", com as bençãos de príncipe dos poetas. Deixo também um carinho que não quero de volta e uma saudade!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

SAUDADE DE TUDO!

Um dia você acorda com saudades de tudo! Da pessoa que você foi, dos filhos, dos filhos pequenos. Abre-se uma fenda na alma. Aí só resta consultar os albuns de fotografias, benditos albuns antigos, bálsamo para a alma ...Momentos congelados no tempo, aquecidos no microondas da saudade....

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

SILÊNCIO

Seu silêncio oprime!
Tem o o peso da neurose
e sibila...
Seu silêncio fecha portas,
mina alicerces,
quebra vidros...
Seu silêncio faz corte de lâmina
na minha paciência
e roe unhas...
Seu silêncio tem olhos fixos,
teimosia absurda
e ronco de motor...
Seu silêncio é um abuso,
uma infração,
abordagem violenta...
Seu silêncio fala de desamor,
de sofrimento,                                        
de traumas.
Seu silêncio é erudito
e não entende o meu riso.
Seu silêncio encarcera você
e o faz chorar de solidão.
Seu silêncio é burro!
Não ve nada
e ninguém além de si...
Seu silêncio tem cortes, abismos,
atalhos, onde você se perde e se atira:
Tem segredos...
Seu silêncio é mentira - para encobrir seu medo!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

SUA AUSÊNCIA

Quem me dera sua ausência não o fosse,
Porque nada é, diante dela.
Vai-se a esperança que você me trouxe,
Morre a paisagem além da janela...

Nada há para dizer se você não está,
Nem para onde ir - meu lugar é você,
Tudo o que busco dissolveu-se já.
Nada há para lembrar ou esquecer...

Sua ausência é o vazio, a nulidade,
Que sepulta as manhãs na anti-vida,
Com  requintado sadismo e crueldade.

Sob as ruínas de sonhos, escondida,
Sua ausência é a neurose da cidade,
É a batalha decisiva - perdida!!!




(Tela de Garmash - Quiet moment)

RISO



Seu riso é menino
atrás de muros altos,
num jardim antigo, sozinho...

Seu riso moleque
atira pedras ao léu,
dá chutes no nada,e chora...

Seu riso pergunta
e ninguém responde,
porque ninguém entende...

Seu riso é erudito,
é intelectual e escarnece
dos leigos e ignorantes...

Seu riso é relâmpago,                                                                   (Innocense - Tela de Garmash)
um prenúncio de chuva
que anuncia desastre...

Seu riso, em suma, é triste...

Cheio de lutas por nenhuma causa justa.
Nublado e cheio de fantasmas,
Seu riso me atrai - e me assusta...

DESABAFO


                                              (Rose beauty - Tela de Garmash)



Para as folhas mortas eu abri meu peito,
aconcheguei no coração os pobres, os pintinhos,
gente, filhote de serpente, árvore pelada,
vento frio, vento forte, chuva de inverno...
e me perguntei,  prá que  tanta porcaria
se você não está, e mesmo se estivesse não me notaria...

(escrevi aos 15 anos e não me lembro para quem)




Pintura de Garmash: Rose beauty

CHUVA

A chuva é linda! Dois pés frios e nus pisam as pedras da calçada... Dois pés descalços desenham uma busca. As águas escorrem pela cara da noite, pela minha cara. Chuva e eu - ambas tristes...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

DÚVIDA

Há uma nuvem pairando no ar,
 uma tristeza implacável, latente...
Não sei se grito e me ponho a chorar,
 não sei se me calo e me finjo contente...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A LISTA de Oswaldo Montenegro

A Lista
Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...
Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

CARINHO

Será que você me traria,
(aquilo que sempre me trouxe),
Essa força de leão,
Esse sorriso tão doce...

Será que me emprestaria,
caso não me queira dar,
essa expressão de alegria
que eu não canso de olhar?

Será que não me daria,
Por um momento, um segundo,
O seu abraço gostoso,
O seu amor mais profundo?

Será que me adoçaria,
Com um pouquinho de mel
e me levaria passear
no infinito do céu?

Será que se deitaria
Numa cama de estrelas
E ficaria ao meu lado
Simplesmente para vê-las?

Será que aceitaria
Um tesouro de carinho?
Em troca eu só pediria
Muitos beijos e um chopinho...

FELICIDADE

Felicidade:
Um pouco de silêncio,
Um filho te chamando mamãe
Uma tarde de sol
Uma comida gostosa
Um vaso de flor
Um amor
Um passeio de bondinho
Um carinho
Roupa de bebê
Esperar bebê
Ser gostada
Ser querida
Estar bem vestida
Ir a piscina
Ver da piscina o sol se por
Andar na praia
Quebrar onda
Não ter vizinho enchendo o saco
Não ter cachorro latindo
Ter uma boa empregada
Ter um bom emprego
Não ter problema na justiça
Não ser injustiçado...

terça-feira, 13 de julho de 2010

Ave Maria, Senhora da tarde!




Ave Maria! 
Senhora da tarde de olhar sismarento!
Uma porta se fecha pela mão do vento.
Atrás dela, fecham-se as porteiras e todas as janelas...

Ave Maria! Senhora da tarde tristonha que chora!
A chuva já cai, violenta agora.
Faisca o céu, estremece o trovão,
Quebra-se a árvore que vai para o chão...

Ave Maria! Senhora da noite que bate na porta...
Encolhida de medo estou quase morta.
A chuva parou! Num silêncio profundo,
Uma lua encantada abre as portas do mundo...


(escrito à luz de vela, numa tempestade em Louveira, na minha adolescência)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Muitos procuram espaço para serem vistos, admirados. Buscam audiência. Eu, busco um lugar para ficar só, com os meus pensamentos....

Minha mãos fabricam sonhos

Minhas mãos fabricam sonhos, quando tocam no teclado tecendo palavras, quando empunham o pincel imitando a arte, quando se agarram à vara de pesca buscando o peixe, quando acariam cultivando o amor. Minhas mãos, um pouco gastas pelo uso e pelo tempo, atuam na construção dos meus sonhos, dos meus desejos, das minhas conquistas. Minhas mãos conduziram meus filhos,  plantaram árvores, orquídeas e temperos. Minhas mãos aplaudiram nos momentos de felicidade, contorceram-se nos momentos de dor, desfiaram as contas do rosário num pedido de socorro. Minhas mãos fizeram bolos de aniversário, clicaram fotos, abençoaram, amaldiçoaram. Essas mãos que me conectam, me fazem capaz, me apoiam e impulsionam, ficam abertas, espalmadas, defensivas, num gesto inútil de repúdio à violência.

domingo, 23 de maio de 2010

Uma criança torturada ainda chora....

Hoje eu chorei muito ao ver uma matéria na TV. Meninas torturadas pela mãe! Foi o suficiente para despertar dentro de mim, uma criança machucada, castigada, humilhada. Minha mãe, hoje velhinha, também choraria, se soubesse a dor que eu ainda sinto. Que a menininha muito loura, amarrada com uma corda, num mourão da rua de uva , queimando ao sol, ainda arde, ainda sente o desespero das mãos amarradas às costas. Ajoelhada sobre feijões, com as mãos encostadas na parede, acima da cabeça, sem entender porque. Ferida pelas surras onde a taquara rachava e machuva a pele. A menininha chora até hoje. Lembro-me do dia em que perdi seu anel de ouro,mãe! Depois da a surra,  me passou limão e mandou que eu trabalhasse ao sol  o dia todo, sem comer. Cheguei ao final do dia gravemente queimada no corpo e na alma. Não esqueço, também, do dia em que o pesado portão da rua caiu sobre mim e você, ao invés de me socorrer, subiu sobre ele me machucando ainda mais. Lembro dos cortes, dos hematomas, dos vergões onde passava vinagre, não para curar, mas para arder.Quando cresci um pouquinho, pai, você assumiu a papel de algoz. Um dia em que tentou me estrangular ao defender a mãe, outro colocou o cano da espinguarda de caça dentro da minha boca. Um dia, cheguei em casa com muitas flores. A casa estava escura e vazia porque  todos tinham fugido das suas ameaças. Entrei e você me espancou até desmaiar. Era meu aniversário! Hoje vocês estão velhinhos e não há como não perdoá-los, mas não posso esquecer! A menininha loura e sardenta, que foi torturada e espancada desde os 2 anos, chorará para sempre...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sinceridade!!!!





Parece febre! Parece epidemia! Como nós, as mulheres, falamos, exaltamos e nos atribuimos essa tal SINCERIDADE! Algumas preferem ser "julgadas" pela sinceridade, outras entendem que são discriminadas e excluidas por serem sinceras e eu fico refletindo e me perguntando, de que sinceridade minhas companheiras de jornada estão falando. O que é ser sincero afinal? Ser sincero é por acaso expressar friamente a verdade que se vê? Ser sincero é dizer algo real mas danoso ao próximo? Ou ser sincero é ser fiel ao seu sentimento de preservar a dignidade, a auto estima do outro? Chego a conclusão que muitas vezes rimamos sinceridade com maldade. Esquecemos completamente da civilidade que é a limitadora dessa tal sinceridade. Ser sincero pressupõe a humanidade do outro, os sentimentos do outro. A sinceridade , em qualquer situação, para ser algo bom, tem que passar pelo filtro da educação e da generosidade.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Enfim um cantinho para pensar alto!!!!,


Sou um ser "avuante", uma mulher que passeia por lugares onde nunca foi. Posso estar explorando o Hindu Kush no Afeganistão, admirando os campos de lavanda na Provence ou correndo pelos campos da Toscana. Meu pensamento me dá múltiplas asas que eu uso com muito prazer. Os filhos vieram, cresceram e se foram, mas a mulher que me habita permanece íntegra, lúcida, ágil. Sem rugas, sem celulite. À medida que o tempo passa, percebo que o ser humano que somos, habita uma uma embalagem transitória que se desgasta. Mas a nossa essência que poderia chamar de espírito vai no sentido contrário: aperfeiçoa-se! Aí é que fica difícial conciliar o conteúdo com a embalagem. É preciso uma boa dose de bom senso para não cair no ridículo. A mulher madura, rica de experiências e essências pode ser sedutora e encantadora sem cair na vulgaridade. O nosso encanto está na sutileza, na elegância.  O óbvio, a apelação fica triste até para adolescente, mas para a mulher madura fica imperdoável. Por isso, fica aqui a minha convicção: conciliar a mulher que somos, com a que vemos no espelho dá muito trabalho!!!































diante de um espelho, de baby doll