sábado, 30 de abril de 2016

Muralhas e fronteiras.




Eu vejo, lá do alto, o dorso da montanha!
Paira no ar, essa energia que me nutre!
Há em meu voo, uma leveza estranha,
levando o falcão, ao ninho do abutre...

Entre esqueletos, ocultos na memória,
 além dos horizontes,  dos muros da cidade,
pisando distraída, nas linhas da história,
eu vejo o teu sorriso, mostrando a eternidade.

Ao longo da viagem, pairando sobre o mar,
procurando você, no tempo que me ilude,
eu ando pelo mundo, sem pressa de chegar,
eu sinto em teu abraço, a minha infinitude.

A minha alma luta, num Forte circular,
derrubando muralhas, cruzando as fronteiras,
buscando um território, onde eu possa ficar,
ao lado do amor, do meu bravo guerreiro.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

A minha sombra e eu!




Éramos somente eu e ela,
a minha sombra e eu, na imensidão,
era o teu rosto no mar, de sentinela,
era você, segurando a minha mão...

Éramos eu e a minha sombra refletida,
nas areias muito brancas, junto ao mar,
despertando as emoções adormecidas,
e a esperança, que me faz sonhar...

Éramos eu e a minha sombra companheira,
caminhando, lado a lado, sobre a areia,
 imaginando que você, talvez me queira,
 e revelando os meus segredos  de sereia...

Éramos somente eu e ela,
a minha sombra e eu, pisando o chão,
mas o rastro que deixamos me revela,
que somos, ela, eu, e a solidão...


quarta-feira, 20 de abril de 2016

Acidentes geográficos!


Sobre as agulhas de penhascos milenares,
como as torres de um castelo solitário,
dormem falcões, debruçados sobre os mares,
dorme o tempo, na aridez do calendário.

As gargantas de pedras das costeiras,
onde o mar canta uma canção cheia de dor,
foram rasgadas pela fúria das geleiras,
em um gesto extremado de amor.

Em colinas onduladas e macias,
onde passeiam, a minha mente e o luar,
correm lentos, os meus sonhos e os meus dias,
e o nosso encontro não tem pressa de chegar.

Sobre as montanhas, como irmãs que se sucedem,
nos horizontes, onde eu encontro o teu olhar,
são as luzes  do luar que me concedem,
a  irrestrita licença  para sonhar.

Mas é na praia de brancas areias,
coroada pelo mar e pela espuma,
que  a paixão ferve o sangue, em minhas veias.
quando  esse amor, por você, se avoluma.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Crônica de um lindo amor sem esperança.



Eu criei, só para você, um universo inteiro!
Você chegou depois, o amor chegou primeiro...

E sobre este amor, de base  infinita,
a nossa linda história, já estava escrita.

Movendo o céu e o inferno, o grande escritor
projetou para nós, um lindo e eterno amor.

É uma alta energia, que rasga os continentes,
e une as nossas bocas, em beijos tão ardentes,

É um magnetismo que arrasta o pensamento,
e torna infinito, o mais fugaz momento...

É tudo concentrado, é nada em eu que me agarro,
são asas que me levam, e o cais onde eu me amarro...

É o topo da montanha, de onde eu vejo ao mar,
é o sol incandescente, que nasce em teu olhar...

O nosso amor é tudo que eu já pude sentir,
e mesmo assim, sem dó, você me deixou ir....


sábado, 9 de abril de 2016

Encontro marcado no céu!



Chega com o vento, o teu  perfume e a tristeza,
vem com a noite, um silêncio assustador,
e se a lua  é  a lanterna  sempre acesa,
 a saudade que eu sinto, é quase dor...

Ficou gravado, nos arquivos da memória,
o teu sorriso e o som da tua voz,
e nos caminhos dessa nossa trajetória,
deixamos marcas deste amor quase feroz.

E é seguindo a luz da lua, na janela,
é navegando, o vasto mar do meu desejo,
que em silêncio, a saudade se revela,
e é o teu rosto, que no céu,  eu vejo.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Penumbra!



Na penumbra dos meus pensamentos,
eu retorno ao exato momento em que eu encontrei você,
e tudo se transformou...
Este não foi um encontro marcado por nós!
Foi um encontro elaborado cuidadosamente pelo acaso.
De repente,  você surgiu das brumas da minha memória, 
e eu não me lembro mais de quem eu fui,
antes de você chegar.
De repente, eu me vejo caminhando,
na escuridão da noite,
guiada pelo som da tua voz.
Não há mais futuro e nem passado!
Há apenas este momento, congelado no tempo.
De repente, na penumbra do meu desejo.
nós dois estamos juntos, frente a frente.
Docemente, em silencio, eu me deito ao teu lado! 
Deito-me, com a minha pele úmida do banho e cheirando a rosas,
 para que você me ame e os nossos sorrisos se sobreponham.
 Eu quero respirar  junto com você, suavemente... 
 Eu quero  acariciar o teu rosto e o teu corpo,
com movimentos lentos,
em uma viagem de sonho.
eu quero deixar marcas profundas de encantamento em tua pele, 
eu quero deixar o meu gosto em tua boca,
e uma estranha sensação de felicidade...


sábado, 2 de abril de 2016

A ponte!


Eu vivo suspensa no ar,
como uma incrível ponte,
ligando a arte de amar,
ao amor que não se esconde.

Viver é o meu desafio, 
é um prazer que me machuca,
é a mentira em que eu  confio,
é uma arma apontada na nuca....

São dores, em um momento,
são segredos revelados,
são sonhos que vem com o vento,
são os risos do meu amado...

Viver é a minha paixão,
e a arte a que eu me dedico,
e quando a vida  diz não,
teimosa, eu não acredito...


quarta-feira, 23 de março de 2016

Debaixo da luz da lua


Depois  da violenta tempestade,
que chegou, com seus efeitos deletérios,
veio a lua, com uma aura de mistérios,
e iluminou as calçadas  da cidade.
Uma lua cheia, uma lua plena,
uma lua doce, uma lua que não se corrompe e não rende.
Debaixo da luz da lua, caminham o refugiados das guerras,
navegam os deserdados da terra,
em busca de sonhos de riqueza,
'que são trocados por um pedaço de pão, para matar a fome.
Debaixo da luz da lua,
sob a lona dos acampamentos,
as crianças dormem,
os casais se amam, indiferentes às fronteiras,
aos preconceitos e às cercas de arame farpado.
Debaixo da luz da lua,
uivam os lobos nas montanhas,
uivam os meus desejos, em minha entranhas,
uiva o meu coração, como os lobos.
Debaixo da luz da lua,
seguem as caravanas atravessando desertos,
Debaixo da luz da lua, distraída eu caminho nua,
como as ninfas das florestas,
como a nuvem que flutua.
Debaixo da luz da lua, sob a tutela de Deus,
os meus olhos, cheios de estrelas,
sorrindo, encontram o teus...


sábado, 19 de março de 2016

Sereia




Sentada, como um anjo, na areia,
onde a nudez é respeitada e permitida,
eu me visto, com a pele da sereia,
embelezando a nudez da minha vida.

Se por um lado, há uma aura inocente,
nesta nudez do meu  amor silencioso,
há um toque de indecência, incipiente,
neste romance de amor que eu promovo

Nenhuma riqueza me  seduz,
porque a vida é o meu bem mais caro,
e olhando o céu azul, cheio de luz,
com  a minha nudez, eu me declaro.

Por mais que a vaidade me  apele
quando eu abro a vastidão do guarda roupa,
não há nada mais bonito do que  a pele,
quando eu beijo, com paixão, a tua boca.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Retrato


Enquanto o rosto, aprisionada no retrato,
sorri,  com uma lânguida doçura,
meu coração, como um louco, um insensato,
pelos caminhos desta noite, te procura.

Há num retrato, um imenso universo,
que se expande, com a luz de um sorriso,
é como um templo, pelo tempo, submerso,
é como um crente, procurando o paraíso.

São reveladas, pelas luzes, pelas cores,
alguns mistérios, outras faces da verdade,
a expressão do maior dos meus amores,
e a profunda emoção que me invade.

Não é apenas tinta sobre tela,
não é apenas luz, apenas cor.
É a minha alma iluminando a tua janela,
com a luz do fogo, deste nosso estranho amor.

sábado, 5 de março de 2016

Despedida de verão!


Alguns pingos de chuva,caindo em  minha mão,
escorrem em meus  dedos, provocando o  arrepio.
molhando a despedida das chuvas de verão,
do calor infernal, do amor que se  partiu...

São tantas as paixões, são tantos sentimentos,
partindo e chegando na mesma estação,
são traços do teu cheiro trazidos pelo vento,
são nuvens de esperança e sonhos que se vão...

Eu ouço o vento frio, soprando na janela,
meus pés estão pisando, nas folhas de outono,
e o silêncio da noite, no ouvido,  me revela,
 a noite tem estrelas, mas meu coração tem dono!

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Os mistérios de um sorriso!



Era somente um rosto que sorria,
era um sorriso, iluminando a rua escura,
era um perfeito retrato da alegria,
emoldurado por um pouco de doçura.

Era somente um rosto feminino,
ancorado na parede do edifício.
Seria ele a indicação de um destino?
Seria um fim, ou apenas um início?

Que segredo guarda um rosto de mulher,
quando, sorrindo, ele envia sua mensagem?
Seria ele endereçado a quem quiser?
Seria ele um requinte da linguagem?

Essa perguntas nem  precisam de respostas,
porque do alto da marquise eu proclamo,
os meus sorrisos, indiferentes às apostas,
 eu envio para o homem que eu amo

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Despedida!



Não há mais esperança, nenhuma luz acesa,
o dia escureceu, a noite me invadiu,
 e enquanto eu me afogo, nas águas da tristeza,
a vida foi embora, levada pelo rio...

Não há mais alegria, o vento já não canta,
meu coração parado, rasgado pela dor,
é um grito sufocado, parado na garganta,
é um animal  ferido, seguindo o caçador

No inferno da cegueira, não há mais sol nem lua,
e o abutre da tristeza,  com fome, me devora,
teus olhos ainda queimam, a minha pele nua,
mas meu coração sabe,  que você foi embora....

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Vulcânica!



Às vezes, uma trivial e única palavra, desperta em nós,
múltiplas e inesperadas sensações, porque as palavras tem um incrível poder.
Tem gente que escreve, como se nos desse um soco no estômago. 
Tem gente que escreve como se fosse a explosão de um vulcão. 
Tem gente que escreve, como se fosse uma brisa perfumada, 
aquela brisa entra pela janela, faz flutuar as cortinas, e a gente sorri, sem saber o porquê.
Rindo, eu tropecei, de repente, na palavra "avoluma"
Ao pensar em volume, eu poderia pensar nas claras de ovos, sendo batidas em neve;
na massa pão, macia, elástica, crescendo entre os meus dedos, sob a ação do fermento,
mas não é este o meu temperamento.
Para mim, quando eu penso em volume, eu penso na onda do mar, explodindo nas rochas da costeira,
Eu penso em um tsunami, invadindo o continente, devorando tudo.
Eu penso nas inundações dos rios amazônicos, eu penso
na lava transbordando dos vulcões.
Bem, eu creio que hoje eu estou buscando as minhas definições, as raízes do meu temperamento.
Sim, eu sei que ninguém neste mundo, em sã consciência,  irá se importar
em me conhecer, mas talvez seja interessante eu buscar me conhecer.
Pensando sobre isto, eu acho que a tal palavra "avoluma", foi a mais 
instigante e motivadora para a minha  descrição:

Eu sou um vulcão que ruge e que se inflama,
 enquanto a terra treme, assustada,
eu me elevo, sobre o fogo, e fascinada,
e eu me estilhaço em luz, calor e chama...

Eu sou uma mulher que queima, quando ama,
eu sou um furioso rio, que nada acalma,
um fluxo de lava, que incendeia a alma;
um poema de amor, que se declama...

Enquanto eu alimento esta chama,
 liquefeita, a minha alma se avoluma,
como uma onda, coroada de espuma,
a minha alma transborda e se derrama...


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Falando do amor!




É como o sol sobre  a duna dourada,
é um selvagem animal, que não se doma,
é um desejo, invadindo a  madrugada,
como os ventos  que vem de Oklahoma.

É como a lua, refletindo nas salinas,
como cavalos, cavalgando a pradaria,
é como jugo de um algoz, que me domina,
é como um anjo vingador, que me vigia.

 É uma ferida que se torna cicatriz,
é tempestade de areia, um furacão,
trilha de lágrima dos índios cherokees,
são como brasas, queimando a minha mão.

São sentimentos que não tem definição,
como esse amor, que eu sinto por você,
são movimentos do desejo e da paixão,
é uma presença, que se sente, e não se vê.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Sem você!




Eu não sei se você existiu, ou não;
se você é  real, enfim, se é um fato,
ou  se é somente  a minha solidão,
aprisionada na moldura do retrato.

Minhas palavras se perdem no vazio,
você se cala, em um  silêncio eterno.
O vento sopra forte, e eu sinto frio,
buscando o céu, eu me perdi no inferno.

Sem você, a minha vida é um deserto,
eu já não sei o que fazer, agora...
Você não está comigo, mas por certo,
você ficou em mim, mesmo indo embora.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Um amor de folhetim!




Andando pela rua, pisando a solidão
os meus passos se perdem, nas brumas da neblina,
e eu sinto renascer, rasgando o coração,
aquele louco amor de Anna Karenina... 

É esse mesmo amor, furioso e onipotente,
que cruza as fronteiras, e as regras da razão,
é a mesma paixão, que a minha pele sente,
é a mesma vertigem, que me turva a visão...

É o mesmo desejo, é um fogo infinito,
é a música que faz girar nossos abraços,
é um sonho, afinal, que eu vivo e eu acredito,
um farol invisível, guiando os nossos passos.

É uma alta energia, é uma mágica ponte,
ligando as nossas almas, com um antigo amor,
são meus olhos que veem, na linha do horizonte, 
o sol do teu sorriso, me enchendo de cor...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Meu reino!




Aqui, o meu coração flutua.
como um solitário barco, a deriva,
como as montanhas, douradas pela lua,
eu me sinto poderosa e  viva...

Aqui, eu espero o meu guerreiro,
em minhas praias de brancas areias,
aqui eu guardo o meu amor, inteiro,
e o teu sangue vem correr, em minhas veias.

Neste lugar, de beleza infinda,
onde o mar faz amor com as areias.
eu espero por você, ainda,
como náufrago espera as sereias...

Este não é simplesmente um lugar.
É o meu reino, é também minha nação,
onde os meus olhos  flutuam, sobre o mar,
e o teu sorriso ilumina a imensidão...




sábado, 6 de fevereiro de 2016

Luz e sombra


Refletidas em teus olhos, as luzes me fascinam,
as sombras me seduzem, e escondem os meus desejos,
as luzes dos teus olhos, me atraem e me ensinam,
o que as sombras escondem, no instante em que eu te vejo.

Eu caminho nas sombras, pisando sobre estrelas,
nas luzes que me guiam, em plena escuridão,
são as luzes e as sombras e você pode vê-las,
em meus olhos abertos, e cheios de paixão.

Se são as luzes quem definem o meu perfil
são as sombras quem definem quem eu sou,
e quando a luz da lua reflete, sobre rio
eu reflito, sorrindo, que  você me enfeitiçou.

sábado, 30 de janeiro de 2016

O teu sorriso!



Eu me perdi no meio da viagem,
 queimei meus pés nas areias do deserto,
eu fiquei cega, mas meus olhos reagem,
quando eu sinto o teu olhar, por perto...

Eu vi o mundo com os olhos do falcão,
eu vi muitas estrelas no escuro do infinito,
porém olhando, com os olhos da paixão,
foi teu sorriso, o que eu vi de mais bonito.

O teu sorriso é a mágica mistura,
e o resultado de uma mágica alquimia,
é uma poção que me envenena e que me cura,
é uma luz que me cega e que me guia.

É um sorriso que atravessa a minha rua,
e ilumina, com seu brilho, a paisagem,
e um fio que liga a minha alma e a tua,
é o meu caminho e o destino da viagem.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A chave do segredo!


Silenciosa, a noite  me consome,
como o lago da grande solidão,
e pela noite, eu repito o teu nome,
mas eu chamo o teu nome, em vão.

Enquanto eu busco a chave do mistério,
desse enigma que é o teu pensamento,
das expressões  deste teu  rosto  tão sério,
eu entrego o meu amor ao vento...

Meu coração bate forte, como um sino,
e olhando o teu sorriso, eu me rendo.
A paixão é uma matéria que eu ensino,
mas teu amor é o segredo que eu aprendo.

sábado, 23 de janeiro de 2016

O guerreiro e a história de amor das minhas avós. ...muitos risos....


Enquanto eu atravesso a noite escura,
inesperada, como um raio ou um cometa,
o meu olhar, pela noite, te procura,
enquanto o tempo se esvai, na ampulheta.

Capturada pelas redes da magia,
de uma incrível história de amor,
presa nas cartas de amor que eu escrevia,
para um homem, aprendiz de sonhador.

Estabanada, recorrendo ao improviso,
eu procuro desenhar o meu destino,
mas o esboço tem a luz do teu sorriso,
e a sedução  do teu jeito de menino.

Sinto, no ar, uma corrente de energia,
criando laços invisíveis, entre nós,
porque você é o guerreiro, que eu seguia,
nas histórias de amor das minhas avós.


sábado, 16 de janeiro de 2016

Olhos fechados!




Ouvindo o som do coração da terra,
dentro da noite de profunda escuridão,
eu sinto o céu  tocando em minha mão,
eu sinto a tua mão trazendo a primavera...

Com os meus olhos fechados, guardando os meus segredos,
com  os meus pensamentos, cruzando a imensidão,
eu sinto em minha pele, o toque da tua mão,
eu sinto em minha alma, o toque dos teus dedos.

Com os meus olhos fechados,
e o coração em festa,
eu vivo com você, a vida que me resta,
sem medo de morrer, sem culpa dos pecados.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

A vida brinda o nosso amor com vinho.


Implacável, o tempo segue em frente,
sem piedade e sem olhar para trás.
Ninguém enfrenta o tempo, impunemente,
e ninguém foge do mal que ele faz...

O tempo é a dimensão, onde eu te espero,
é um  titã,  é o senhor do meu destino,
ele nos pune, como um  deus severo,
e nos afaga, como um bom menino...

O tempo brinca e ele  transforma o meu desejo,
 a minha  paixão, com o tempo, vira amor,
e o teu rosto está em tudo o que eu vejo,
nós somos caça, e o tempo é o caçador...

Mas se o tempo é o senhor da nossa vida,
e foi a vida quem cruzou nossos caminhos,
o tempo cola, a nossa alma dividida,
e a vida brinda o nosso amor, com vinho.


sábado, 9 de janeiro de 2016

Tempestade




Eu ouço trovões soando ao longe.
O vento sopra, a tempestade se avizinha.
Eu sinto em mim, a solidão do monge,
e a chuva vem me encontrar, sozinha.

Um forte vento traz o som da  tua voz,
meu pensamento, pela noite te procura.
Eu sinto a dor de uma  saudade atroz,
e só você pode trazer a minha  cura...

A chuva cai, com o furor da tempestade,
como a paixão, que transborda e me sufoca,
mas teu  amor, é a inundação que me invade,
 e como a água desta chuva, ele me toca...

Enquanto eu ouço os sons da tempestade,
e a chuva e o vento me traz notícia tuas,
eu sinto em mim uma tal felicidade,
que em meu peito, o  coração flutua...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A grande solidão!




É como um tsunami que chega de repente,
invadindo o meu peito, como uma inundação,
é a onda que me leva, com a força da corrente,
nas silenciosas praias da grande solidão...

É quase uma tristeza que vem à superfície,
são os meus olhos perdidos na infinita planura,
são os teus pés pisando, o branco da planície,
é o meu  coração, que insano,   te procura...

É um buraco imenso, aberto em minha alma,
é como se faltasse a água, a luz  e o ar,
é uma grande dor, que só você acalma,
é só o teu abraço que pode me salvar...

sábado, 2 de janeiro de 2016

Viagem!



Eu  recomeço o novo ano, 
com os meus olhos nublados, e sem estrelas.
As águas da chuva, que escorrem pelos vidros da janela,
molham o meu rosto imóvel.
Os meus olhos estão distantes e perdidos.
Eles são  barcos à deriva, em um revolto mar.
Sem eu controlar o meu próprio destino,
eu vou para onde o vento me leva.
Os horizontes me apertam e me sufocam,
como uma infernal ferramenta,.
O universo se fecha, lentamente.
Não ha vida, sem você.
Não há esperança...
Aos poucos, entretanto,
 como um raio de sol, entrando pelas frestas,
como um trovão ressoando ao longe,
como uma revoada de aves migratórias,
você entra pelos olhos,
sem pedir licença,
e os meus horizontes se alargam,
o mar se acalma,
 e o livre barco do meu pensamento,
segue, alegremente, rumo ao meu porto seguro.
Eu estou livre de amarras!
Nada me prende, quando eu viajo em teu sorriso lindo...




terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Tribal!.







Eu sou da tribo das mulheres que não se calam.
Eu sou de uma espécie de mulheres, leves, flexíveis e coloridas, que se expressam com o movimento,
inesperadas e incontroláveis,
como o vento.
Eu sou dessas destemidas mulheres, que sorriem sem medo, e que não temem os julgamentos.
Eu sou, assim, uma mulher que renasce, todos os dias, com a inocência e o viço de quem
redescobre o mundo, a cada manhã.
Eu sou de uma estirpe de mulheres, que amadurecem, sem perder a fresca alegria da adolescência,  como um belo e doce fruto, no topo de uma árvore.
Eu sou essa mulher, tão cheia de energia e de audaciosa alegria, que, de repente, não mais que de repente, olhou para você,
um certo dia, e se apaixonou, para sempre.




sábado, 26 de dezembro de 2015

Ah! O amor!



É um poder quase sobrenatural,
é um animal que ninguém segura,
é a explosão de um  prazer carnal,
é uma lúcida vertente da loucura.

É a sedução, quase angelical,
é a mágica poção presa num frasco,
são os teus olhos sorrindo, e  afinal,
é um salto em queda livre do penhasco.

É uma indefinível sensação,
é quase dor, é um prazer infindo...
Se por amor muitos sofrerão,
 pelo  amor irão  sofrer sorrindo...


domingo, 20 de dezembro de 2015

Necessidades!



Cansada de tantas  iniquidades, das cidades, das vaidades, 
da escravidão do consumo, da fumaça envenenada do fumo.
eu estou precisando molhar os meus pés nas águas dos rios amazônicos,
eu estou precisando do ar e da solidão dos grandes espaços,
eu estou precisando dos ventos do deserto,
da amplidão do infinito.
Eu estou precisando do pesado e eloquente silêncio das florestas,
eu estou precisando flutuar sem controle, na correnteza do rio da vida.
Eu estou precisando libertar a fera, que mora em mim,
eu estou precisando me encontrar com a deusa que mora em mim,
eu estou precisando do relaxamento e do silêncio do teu amor.
Eu estou precisando do desafio da aventura,
do suor das grandes marchas e da frescura dos banhos de rio. 
Eu estou desejando ver o mundo de cabeça para baixo,
porque, às vezes, é preciso ver o mundo por uma nova perspectiva.
Eu quero me intoxicar com as cores  do mundo,
e com o doce veneno do teu sorriso. 
Eu estou precisando, urgentemente, me encontrar com você!


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Dormindo no leito de um rio



Repousando sobre o leito deste rio,
sobre a praia que aflora na paisagem,
eu sou o ser quase humano que surgiu,
neste cenário que parece uma miragem.

Foi para nós que esse rio generoso,
construiu  as praias de brancas areias,
nós deu um céu e um vento preguiçoso,
e a água azul veio correr em nossas veias.

Dormindo  juntos no leito deste rio, 
protegidos pelo céu todo estrelado
tendo a noite como um lençol macio,
nós sonhamos mais um  sonho,  lado a lado

Mergulhados no silêncio da floresta,
como a lagarta, escondida num casulo,
a saudade é a herança que nós resta,
mas a paixão é um tesouro que acumulo...

E no pesado silêncio desta selva,
e no mágico sussurro  destas águas,
a tua lembrança é força que me salva,
e o meu desejo é um  rio que deságua...







sábado, 12 de dezembro de 2015

Melancolia!




Melancolia, é a silenciosa solidão,
são os meus passos ressoando pela rua,
são os meus olhos, rasgando a imensidão,
 colhendo  estrelas, sob a triste luz da lua...

Melancolia é a saudade  de alguém,
é a esperança cansada de esperar,
é uma dor, que eu nem sei de onde vem,
é um veleiro, à deriva, em meio ao mar...

Melancolia é uma algema que machuca,
é uma suave tristeza, que judia,
e o nó da corda, apertando a minha nuca,
ela é o áspero  avesso da alegria...

sábado, 5 de dezembro de 2015

Indícios!




Poentes, e horizontes tão vermelhos.
aves em bando, voltando para o ninho,
o meu sorriso refletido nos espelhos,
e o teu sorriso iluminando o meu caminho.

A vermelha sedução de um morango,
uma taça transbordando de champagne,
meu coração no compasso de um tango,
e uma  lua no céu que me acompanhe.

A silenciosa paixão de uma abraço,
refletida no espelho embaçado,
e o poder do amor, fechando o laço,
e apagando toda a marca do pecado.

São indícios de uma história inacabada,
são detalhes de um sonho sedutor,
são os rastros que deixamos pela estrada,
quando vivemos esse nosso estranho amor...


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Inesquecível!



Eu irei perder você, todos dias, 
todas as horas, todos os minutos e segundos.
Eu irei  perder você na escuridão das noites,
no frio das madrugadas,
e na luz do sol de todos os dias.
Eu irei  perder você, na correnteza dos rios.
nas ondas do mar quebrando nas rochas,
e nas estrelas refletidas na linha da água.
Eu irei  perder você para as guerras,
para a insônia, para os pesadelos.
Eu irei perder você,  para os meus perdidos sonhos,
para o imenso vazio da tua ausência.
Eu irei  perder você, um milhão de vezes,
eu irei  perder você para todos os motivos e
para todos os argumentos,
 mas nunca, nunca, nem por um segundo,
 eu irei  esquecer você!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Sedução!



Um  sorriso  enevoado de  fumaça,
em um rosto  refletido no espelho,
uma marca de batom, em uma taça,
e a minha boca pintada de vermelho.

Dois corpos embalados pela dança,
duas bocas que se atraem, sem pudor,
um desejo, uma paixão, que não se cansa,
do teu abraço e do teu cheiro sedutor.

Um olhar, cheio de luz e de desejo,
um sussurro, rasgando a imensidão,
e o teu sorriso, em tudo o que eu vejo,
é o retrato da mais pura sedução.

sábado, 28 de novembro de 2015

Filosofia de botequim. .....risos....




Como um frágil passarinho,
 eu estou em tuas mãos.
 Cuide de mim, com carinho, 
toque em mim, com desejo,
 arrisque-se, e me dê um beijo,
e jogue a toalha no chão.
 Descalce as  botas dos pés, 
ande descalço na areia, 
flutue sobre a maré,
 ouça o canto da sereia.
 Deite comigo, sem pressa,
siga as ondas do mar,
 esqueça toda a promessa 
que você fez, sem pensar. 
Como a esperança me diz,
seja feliz um segundo, 
porque o tempo feliz,
 é o que se leva do mundo.


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

As sementes de mim!





Eu semeio a minha alma por onde eu passo, como quem semeia árvores e flores.
As minhas palavras carregam as sementes de mim, 
as sementes de quem eu sou.
Talvez as minhas imaginárias sementes germinem, realmente, em você.
Talvez amanhã, você acorde cheio dos risos e das flores que nascem de mim..
Talvez a minha alma brote no chão da tua alma
e aconteça uma árvore carregada de doces frutos, no verão.
Talvez as minhas palavras produzam asas
e as minhas palavras  voem no céu 
da tua boca.
Talvez as minhas palavras cantem para você
e você venha pousar na árvore do meu desejo.
Talvez as minhas sementes façam alamedas e jardins,
onde a minha alma e a tua caminhem, lado a lado,
e, inocentes e nuas, elas tomem de banho na fonte,
em noites de lua.
Talvez, as sementes de mim produzam uma frondosa e bela árvore,
onde os pássaros venham descansar do longo voo da migração,
onde você venha me encontrar e descansar das dores e do peso do mundo,
com a tua cabeça pousada em  meu colo.
Talvez!
Talvez também é uma semente...



Território de dragões


Dançando com você, no escuro absoluto,
no silêncio da noite, envolta em teus abraços,
ao som daquela música, que  apenas eu escuto,
eu sinto o teu amor colando os meus pedaços.

No silêncio da noite, nós dançamos sozinhos,
uivando como lobos, despertando os dragões,
pisando, sem sentir, nas pedras dos caminhos,
navegando felizes, num mar de sensações

A noite nos envolve, em seu lençol macio,
 e  unidos, os nossos corpos se perdem no espaço,
a emoção transborda e corre, como um rio,
e enquanto nós dançamos, eu morro e eu renasço...






domingo, 22 de novembro de 2015

O dia em que ele não veio!



No dia em que ele não veio,
como em outros que ainda virão,
 eu chorei e eu  fiquei com receio,
das dores da solidão...

Perdida em meus pensamentos,
vendo a vida passar, atrasada,
 derramei todos meus sentimentos,
sobre as pedras da minha calçada

Na noite em que ele não veio,
 tive  muito medo  do escuro,
e com um olhar, quase alheio,
espiei sobre as pedras do muro...

Olhando para o infinito,
eu rasguei minha alma ao meio,
e eu queimei o meu poema escrito,
no dia em que ele não veio...


terça-feira, 17 de novembro de 2015

O tempo e o rio.



O tempo passou, como um rio,
um rio limpo, azul, muito doce,
e ele encheu meus espaços vazios,
com os sonhos que você me trouxe.

O rio passou pela ponte,
e o rio, como o tempo, não volta,
ele corre buscando o horizonte,
e eu espero você, sem revolta...

Lento, o rio vai rasgando o rochedo,
vai correndo com  o tempo que passa,
ele avança, e eu não retrocedo,
o rio corre,  e você me abraça...

sábado, 14 de novembro de 2015

Um triste capítulo do livro da história.


Enquanto o sangue escorre, pelas ruas de Paris,
 um joelho se dobra, ao pé de um minarete,
uma explosão de  bomba reabre a cicatriz,
e um tiro do inimigo, atravessa o capacete....

É mais uma tragédia, no livro da história, 
a morte de inocentes, por um motivo vão,
é mais uma batalha da longa guerra inglória,
mais um feio retrato, da nossa solidão.

Nós estamos sozinhos, em nossas diferenças,
nós somos indefesos, num mundo assustador,
nós morremos nas ruas, na fé de nossas crenças,
e a morte nós persegue, em seu negro  xador...

Não podemos calar, diante da barbárie,
nós vamos repetir, por um milhão de vezes,
não vamos permitir, que a nossa vida pare:
por um mundo melhor, somos todos franceses...

PS: Uma reflexão sobre os atentados de Paris. Solidária, eu me cubro com a bandeira do povo atacado, e eu me pergunto: como o mundo civilizado por aceitar a existência de um estado tão bárbaro, que atenta contra a nossa própria humanidade. Não se trata de crença, fé ou religião. Trata-se da negação  de todo o significado, e toda a dignidade da vida. Homens que atacam e estupram crianças, homens de tratam mulheres como pacotes, homens de escravizam mulheres, homens que traficam, que sequestram,  que roubam, e degolam os diferentes, consideram-se  puros o suficientes para matar inocentes. O mundo civilizado não pode permitir que alguns grupos, em nome de um Deus, pratiquem tantas iniquidades.  

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Uma quase oração!




Meu senhor, livra-me do mal!
Eu nem abri os meu olhos, e a vida passou,
eu nem abri a agenda, e já é Natal!

Eu derramei o vinho, na água do meu  banho,
eu não  comi o pão, do trigo da campina,
eu não vi as estrelas, em teus olhos castanhos,
eu não realizei  os meus sonhos de menina...

Eu não beijei a boca, do homem que eu amo,
eu  não dormi com ele,  em lençóis de cetim,
eu nem provei o gosto, do amor que eu derramo,
também não vi a lua, que ele deu para mim...

Meu senhor, livra-me do mal!
Dê-me muito amor, nesta vida tão pouca,
eu quero ir para o céu, que existe em tua boca,
eu quero o teu amor,  presente no Natal!

sábado, 7 de novembro de 2015

O tempo congelado.


O tempo, congelado, é um sintoma
da febre  do desejo que me agita,
de uma paixão escondida na redoma,
é desta  minha esperança favorita...

O tempo, escapando entre os meus dedos,
como o vento, cavalgando a pradaria,
carrega, em seu dorso, os meus segredos,
torna lembrança, aquela dor que me afligia.

O tempo, é um aliado e um inimigo,
o tempo nos separa e nos atrai,
ele é o amor que eu desejo e eu persigo,
ele é o grande amigo, que me trai...

É o tempo quem me faz pensar,
em nossa história de amor, tão rara,
e protegido, como um fort militar,
 é para nós, que o tempo pára...

terça-feira, 3 de novembro de 2015

As palavras que você não diz!





É possível que você não possa compreender o que eu digo.
Talvez porque eu fale português, talvez por que eu fale de amor.
 E, se neste momento, eu caminho sozinha, e no escuro;
 se eu não posso nem sonhar em eu dividir o meu futuro com você,
 eu compartilho com você, o meu passado.
 Eu divido com você, momentos de delicioso encantamento,
 e eu crio, sobre esses momentos, um paralelo universo.
 Eu levo você, pela mão, através dos arquitetônicos cenários do passado,
 através dos cenários das minhas memórias,
seguindo o caminho  dos meus sonhos.
No vasto universo dos meus sonhos,
 um vento frio, um vento de outono, ele me traz o som da tua voz,
e a voz do vento traduz, para mim, as palavras que você não diz.
E são  as palavras que você não diz, 
são essas silenciosas palavras, espalhadas pelo vento,
 que eu escuto, porque você me fala de amor,
mesmo calado