Durante a pandemia,
eu tive mais tempo para dormir e não eu dormi,
eu tive mais tempo para escrever e eu não escrevi,
eu tive mais tempos para estudar e eu não estudei,
eu tive mais tempo para cozinhar e eu não cozinhei,
eu tive mais tempo para sonhar e eu não sonhei.
Foram meses em estado de expectativa e antivida.
O tempo sofreu uma mutação e tornou-se patogênico.
Somente a minha imaginação salvou-se,
e com ela eu me salvei, e eu retornei aos lugares que eu amo,
eu revisitei lugares onde eu nunca fui,
e com ela eu me encontrei com o homem que eu amo,
e com ele eu viajei para as terras do tempo sem fim,
para o lugar onde eu pude pisar sobre estrelas.

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