Há uma certa leveza,
meu corpo solto no ar,
a luz do sol, sempre acesa,
é um convite singular.
É um convite tardio,
que vem com ondas do mar,
a fome, a sede, o arrepio,
o desejo que faz flutuar...
Há uma intensa magia,
nas luzes da lua cheia,
meu corpo transpira poesia,
meu sangue ferve nas veias.
A mente percorre os rios,
viaja com as sereias,
invade os mundos que eu crio,
constrói castelos de areia.
Eu caminho pelo espaço,
num exílio derradeiro,
para eu morrer nos abraços,
nos beijos do meu guerreiro...
Esses tempos infinitos,
ao mesmo tempo tão raros,
são mundos onde eu habito,
e o palco, onde eu me declaro...

