sábado, 6 de junho de 2026

Infinitos momentos!


Há uma certa leveza,
meu corpo solto no ar,
a luz do sol, sempre acesa,
é um convite singular.

É um convite tardio,
que vem com ondas do mar,
a fome, a sede, o arrepio,
 o desejo que faz flutuar...

Há uma intensa magia,
nas luzes da lua cheia,
meu corpo transpira poesia,
meu sangue ferve nas veias.

A mente percorre os rios,
viaja com as sereias,
invade os mundos que eu crio,
constrói castelos de areia.

Eu caminho pelo espaço,
num exílio derradeiro,
para eu morrer nos abraços,
nos beijos do meu guerreiro...

Esses  tempos infinitos,
ao mesmo tempo tão raros,
são mundos onde eu habito,
 e o palco, onde eu me declaro...

terça-feira, 2 de junho de 2026

Sem teto!


 

Eu não sei de onde veio,
nem sei quando começou,
se foi tudo ou se foi meio,
se foi embora ou voltou...

Perdida em pensamento,
nesse meu mundo secreto,
eu sinto, neste momento,
um amor quase concreto...

Um amor sem esperança,
sem endereço, sem teto,
como se fosse uma lança,
que desviou no trajeto...

Eu não sei se foi destino,
um conto de folhetim,
se foi mero desatino,
nem sei se foi bom ou ruim...

Eu só sei, e nunca esqueço,
mas não sei se você crê,
esqueci meu endereço,
quando eu olhei prá você....

PS: Eu ando meio calada, a minha alma está muito quieta.
Felizmente, eu nunca perco o meu senso de humor,
a minha imortal alegria de viver.
É verdade! Quando eu olhei para você, eu esqueci o meu endereço,
eu me tornei uma sem teto, e hoje eu me encontro com você, sob o céu estrelado...